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Biografia - Michael Jackson

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1 Biografia - Michael Jackson em Ter 22 Jan - 22:25

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Olá,

Venho aqui falar um pouco sobre o meu ídolo.

Michael Jackson
Foram quase doze anos sem turnês. Mais de uma década sem um disco que trouxesse pelo menos um sucesso arrebatador. Nos últimos tempos ele era mais noticiado nas páginas policiais do que nos cadernos de artes. Acusações de pedofilia, problemas financeiros e comportamentos bizarros tomaram conta de sua vida. Mas se havia dúvidas de que mesmo assim ele ainda era o rei do pop basta conferir o frenesi que o anúncio do seu retorno aos palcos provocou. O que seria a turnê 2009/2010 de Michael Jackson vendeu cerca de um milhão de ingressos em tempo recorde. O que era para ser uma série de dez shows no 02 Arena em Londres virou 50 apresentações que deveriam acontecer entre julho de 2009 e março de 2010. Os cambistas chegaram a cobrar cerca de R$ 90 mil por um par de entradas para a área vip no show inaugural. Mas, poucos dias antes de iniciar o que seria um retorno digno de um dos mais importantes ícones da cultura popular, Michael Jackson morreu.


Reprodução
Capa do álbum "Thriller" de Michael Jackson

A trajetória artística do rei do pop começou com o Jackson Five, o grupo de black music que formou com seus irmãos nos anos 60. A banda era uma das jóias da Motown, a lendária gravadora que fez a música negra emergir como um dos grandes fenômenos da cultura popular. Quando partiu definitivamente para a carreira solo, no final dos anos 70, seu excepcional talento quebrou várias barreiras: estéticas, comerciais e raciais. Michael Jackson "inventou" uma dança, o moonwalk, que seria uma das marcas registradas dos primeiros anos da cultura hip-hop. Ele lançou em 1982 o genial álbum “Thriller”, que se tornou o disco mais vendido de todos os tempos (estima-se entre 65 e 70 milhões de cópias comercializadas em 25 anos). E foi o primeiro artista negro a derrubar o preconceito, graças a seu sucesso comercial, e ter um videoclipe veiculado na MTV nos anos 80.

Reinado inquestionável

Michael Jackson foi um rei quase absolutista, principalmente nos anos 80 quando aconteceu o auge do seu reinado na música pop. O disco "Thriller" (1982) bateu todos os recordes até se tornar o mais vendido da história da indústria fonográfica. Foi também o disco que mais tempo (37 semanas) ficou no primeiro lugar na parada de sucesso no século 20, quando o artista teve 13 canções se alternado na liderança da Billboard. Ele recebeu 13 prêmios Grammy, sendo oito apenas com o álbum "Thriller". Estimativas apontam que ele tenha vendido cerca de 220 milhões de discos [fonte: Revista Época]. Todos esses números o colocam no mesmo patamar de fenômenos como Elvis Presley e Beatles.

À medida que ocupava o lugar de rei do pop, Michael Jackson revelava-se também um homem excêntrico. O processo de eliminação em seu corpo dos traços físicos característicos dos negros, com suas inúmeras plásticas e tratamentos para a pele, supostamente em função do vitiligo, foi a mais evidente de suas esquisitices comportamentais. A seguir vieram as acusações de ter molestado menores que frequentavam sua mansão próxima a Los Angeles – não casualmente Jackson morava numa mistura de rancho e parque de diversões chamado de “Terra do Nunca”, o fictício lugar onde vivia Peter Pan, o menino que não queria crescer. Junte-se a isso seus estranhos e mal-sucedidos casamentos, primeiro com Lisa Marie Presley, a filha do rei do rock Elvis Presley, e depois com a enfermeira Deborah Rowe, com quem teve dois de seus três filhos.

A vida e a carreira artística de Michael Jackson foram uma mistura de talento, luta, mistérios, bizarrices e um sucesso comercial impressionante. Goste-se ou não de suas performances na vida pessoal e profissional, o fato é que ele foi um dos artistas musicais mais importantes de todos os tempos. Nas páginas a seguir saiba mais sobre a trajetória do rei do pop.

Música pop antes e depois de “Thriller”

Parece incrível, mas no começo dos anos 80 a MTV norte-americana não mostrava clipes de artistas negros. Isso só mudou quando a gravadora CBS ameaçou retirar todos os videoclipes de seus artistas da programação caso o canal a cabo especializado em música não veiculasse os clipes de Michael Jackson. Àquela altura, o disco “Thriller” já era um fenômeno de popularidade e vendagens, mas isso não era suficiente para vencer alguns preconceitos. O videoclipe que acabou sendo feito para a música título do álbum transformou-se num verdadeiro curta-metragem de 14 minutos de duração com produção hollywoodina. A direção ficou a cargo de John Landis, de “Um Lobisomem Americano em Londres”. O clipe teve estréia em noite de gala com a presença de várias personalidades da música e do cinema. O lançamento dos videoclipes de “Thriller” na MTV inaugurou uma nova era na relação entre música pop e vídeos. O sucesso foi tal que alimentou ainda mais o interesse do público pelo trabalho de Michael Jackson, àquela altura já definitivamente coroado como rei do pop.

Michael Jackson: da infância pobre ao Jackson Five
Uma família grande e pobre em que a música sempre esteve presente. Assim eram os Jacksons. Joe Jackson, o pai, era um operário que nas horas vagas tocava guitarra numa banda chamada “The Falcons”. O grupo fazia covers de canções de sucesso em shows em bares e escolas. Katherine Jackson, a mãe, tinha um emprego de meio período numa loja de departamentos. Quando estavam juntos, o casal aproveitava para ouvir e cantar músicas na modesta casa na cidade de Gary, em Indiana (EUA). Nesse ambiente, cresceram os nove filhos dos Jacksons. Entre eles, o pequeno Michael, que havia nascido em 29 de agosto de 1958.


Reprodução
Michael Jackson na capa do álbum "Bad" (1987)

Não demorou muito para os filhos se interessarem pela música e para o pai notar o talento deles. Jackie, Tito, Marlon e Jermaine formaram um grupo que ganhou a surpreendente voz de Michael quando ele tinha apenas cinco anos de idade. Estava formado o Jackson Five. Levou algum tempo para o grupo conseguir mostrar o seu trabalho pra valer. E isso só aconteceu no final dos anos 60 graças a percepção de Berry Gordy, dono da gravadora Motown. Era um momento em que a black music, com talentos como The Temptations, Diana Ross, Marvin Gaye, Aretha Franklin, Sly & the Family Stone e James Brown, entre outros, ganhava espaço simultaneamente à ascensão dos movimentos pelos direitos civis nos Estados Unidos.

No final dos anos 60, as canções “I want you back”, “ABC”, “The love you save” e “I’ll be there” estouraram e colocaram o Jackson Five entre os mais populares e talentosos grupos de música negra. As quatro canções alcançaram os primeiros lugares na parada de sucesso norte-americana em 1970. A afinação e o talento para dançar de Michael o faziam a principal atração da banda que nos anos seguintes emplacaria uma série de hits dançantes. Berry Gordy um dos principais responsáveis pelo sucesso do quinteto afirmou na época que “o Jackson Five é maior do que qualquer questão racial”.

Desde os primórdios do grupo, Michael Jackson demonstrava, principalmente em seu estilo de dançar, as influências do ídolo James Brown. Outra importante influência no começo da carreira de Michael foi o da cantora Diana Ross. Quando o Jackson Five assinou com a Motown, os irmãos tiveram de se mudar de Gary para Los Angeles, onde a gravadora estava se instalando após anos em Detroit. Durante um ano e meio, até que os Jacksons se instalassem definitivamente, Michael viveu na casa de Diana Ross. Ela era para ele uma mistura de irmã e mãe e também sua primeira paixão. Na autobiografia “Moonwalking”, Michael confessa o ciúme que sentiu quando Diana contou-lhe que iria se casar.

A carreira do Jackson Five era rigorosamente controlada por Berry Gordy. Ele definia as canções, contratava a coreógrafa e estabelecia a rotina dos integrantes. Em 1971, o grupo lançou um outro sucesso que alcançou os primeiros lugares nas paradas: “Never can say goodbye”. Mas o excessivo controle de Gordy sobre o grupo não agradava Michael. Em 1971, ele lançou um disco solo, de pouca repercussão. Mas, no ano seguinte, ele gravou “Ben”, uma balada sobre amizade que era a música tema do filme homônimo e que ganhou uma indicação ao Oscar de melhor canção.

Motown: a era da ouro da soul music

A gravadora Motown surgiu em Detroit no final dos anos 50. O visionário compositor Berry Gordy criou uma gravadora independente para lançar artistas negros de rhythm’n’blues, gospel e funk que formariam um repertório popularmente conhecido como “soul music” ou “black music”, a partir dos anos 60. Entre os principais artistas e grupos lançados pela Motown estavam Marvin Gaye, The Supremes, The Temptations, Diana Ross e The Commodores. A Motown não esteve sozinha nessa empreitada. As gravadoras Stax, de Memphis, e a Atlantic, da Filadélfia, também foram responsáveis pelo lançamento de vários artistas negros de sucesso.

Aos 14 anos de idade, Michael Jackson já era um milionário. No entanto, o sucesso com o Jackson Five e em sua carreira solo começou a declinar. Além disso, os irmãos Jackson escreviam canções e isso conflitava com a política da Motown de que os seus artistas gravassem canções feitas pela equipe de compositores e produtores da gravadora. O grupo reclamava também do baixo percentual de participação que tinha sobre a venda dos discos. Em 1976, expirou o contrato do Jackson Five com a Motown. Mas uma batalha judicial impediu que os irmãos usassem o consagrado nome numa nova gravadora. Eles passaram então a se chamar “The Jacksons”. Era o fim do Jackson Five da era de ouro da Motown e o início da caminhada de Michael rumo ao trono da música pop.

We are the world

Michael Jackson patrocinou ao longo de sua vida dezenas de instituições e campanhas beneficientes. Uma das mais famosas foi a "USA for Africa". O cantor ao lado de Lionel Ritchie e Quincy Jones compôs e organizou a gravação da canção "We are the world", que reuniu quase meia centena de celebridades do mundo pop, como Bob Dylan, Diana Ross, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, Ray Charles, Tina Turner e Cindy Lauper, entre outros. A venda do disco e do videoclipe da canção e outras ações relacionadas renderam cerca de US$ 100 milhões [fonte: BBC], que foram destinados à ajuda humamitária para países como a Etiópia, devastados pela fome e por doenças.

Michael Jackson: ascensão e queda do rei do pop
O primeiro passo para Michael Jackson tornar-se rei do pop aconteceu em 1979 quando Quincy Jones assumiu a produção do próximo disco solo do artista. “Off the wall” é uma obra-prima que reúne um dos melhores repertórios de canções dançantes já vistos na música pop. Entre os sucessos do álbum estão as canções “Don’t stop 'til you get enough” e “Rock with you”, músicas que se tornaram clássicos da era das discotecas. O álbum marca também o início da parceria de Michael com Paul McCartney. A canção “Girlfriend” escrita pelo ex-Beatle ganhou uma nova versão na voz de Jackson. O disco imediatamente virou um dos mais vendidos e suas canções permaneceram por mais de um ano entre as mais executadas.


Reprodução
Michael Jackson como capa da revista Rolling Stone nos anos 80

A parceria Michael Jackson-Quincy Jones chegaria ao ápice em 1982. Foi naquele ano que nasceu “Thriller”, o que seria o mais bem-sucedido álbum da história da cultura pop. A mistura de baladas, rocks, cantos africanos e músicas muito dançantes fez do disco um fenômeno de vendagem imediato. Lançado em 1º de dezembro de 1982, ele ficou 37 semanas em primeiro lugar na parada de sucesso norte-americana. Durante um ano e meio, o álbum esteve entre os dez mais da Billboard. Entre os motivos para isso estão a dançante canção “Beat it”, que traz um solo impressionante de Eddie Van Halen, um dos melhores guitarristas da história, um dueto com Paul McCartney em “The girl is mine” e a funkeada “Billie Jean”, uma das melhores canções dos anos 80, segundo a crítica. “Thriller” trouxe ainda outras novidades, como a série de videoclipes de suas canções que tornaram-se os primeiros de um artista negro a ser veiculado pela MTV.

“Thriller” já era um fenômeno pop quando Michael Jackson subiu pela segunda vez ao palco do Pasadena Civic Auditorium, em 25 de março de 1983. Numa noite dedicada a celebrar os 25 anos de existência da Motowm, The Temptations, Smokey Robinson e o Jackson Five realizaram apresentações pra lá de especiais. Mas ninguém imaginava o que estava por vir. Após a apresentação com os irmãos, Michael voltou aos palcos para interpretar “Billie Jean”. Vestido de smoking e meias brilhantes, de repente, enquanto cantava, ele fez um inusitado movimento com a pélvis e começou magicamente a caminhar para trás, deslizando seus pés pelo palco, como se estivesse sendo manipulado por cordas invisíveis ou brincando num local sem gravidade. Uma platéia estupefata acabava de assistir à "invenção" do moonwalk, um passo de dança que o artista trouxe dos guetos da cultura hip-hop para torná-lo mundialmente famoso (na verdade, o movimento feito por Jackson em "Billie Jean" se chamava originalmente backslide, mas acabou graças as suas performances popularizado como moonwalk).

Nos princípios dos anos 80, Michael Jackson atingiu um status artístico que fazia com que praticamente todo mundo que importava quisesse trabalhar com ele: Steven Spielberg, Queen, Jane Fonda. Em entrevista para a revista Rolling Stone em 1983, Michael revelou seu vício pelos shows e sua timidez que se transformava quando ele subia em um palco. Para acalmar o vício, ele dançava “até cair” todos os domingos em casa. No final de 1983, a Billboard mostrava que Michael Jackson era o mais importante artista do pop, da black e da dance music.

Mas não era só o seu sucesso que impressionava. Suas esquisitices também começavam a se tornar públicas. A imprensa mais sensacionalista já questionava sua sexualidade desde os tempos do Jackson Five, só que agora outras atitudes do astro alimentavam especulações sobre seu comportamento. Uma das mais evidentes eram as plásticas a que se submeteu com menos de 25 anos de idade e o tratamento para pele, supostamente por conta do vitiligo, que acabou por “branqueá-lo”.


Reprodução
Uma das muitas biografias não autorizadas de Michael Jackson

Em 1987, Jackson lançou “Bad”, outro disco repleto de sucessos, e iniciou uma turnê mundial de 123 shows, que atraiu 4,4 milhões de fãs e rendeu US$ 125 milhões. Mas suas excentricidades não paravam. No meio da turnê a mansão-rancho que construía ao norte de Los Angeles ficou pronta. Ele a chamou de “Neverland” (Terra do Nunca) em referência ao mundo fictício de Peter Pan. Meio rancho, meio parque de diversões, Neverland seria o cenário dos escândalos das acusações de abuso infantil que aconteceriam contra o astro durante os anos 90. A década teve também os estranhos casamentos de Michael com Lisa Marie Presley, filha do rei do rock Elvis Presley, e com a enfermeira Deborah Rowe, com quem teve dois filhos.

Entre os anos 90 e o começo dos anos 2000, a performance musical de Michael Jackson ficou em segundo plano em função dos comportamentos do astro e de todo o mistério que alimentou em relação a sua vida pessoal, como seu terceiro filho que nasceu em 2002 e cuja mãe mantém-se anônima. Nesse período, Jackson lançou, entre outros, os álbuns “Dangerous” (1992) e “Invincible” (2001). Mesmo nessa fase de “queda” artística, seus álbuns venderam dezenas de milhões de cópias, canções como “Black or white (1991/1992) e “You rock my world” (2001) chegaram aos primeiros lugares das paradas e suas performances são as mais aguardadas. Prova definitiva de que o rei do pop continuou a reinar foi o alvoroço dos fãs em relação ao seu retorno aos palcos em 2009, para aquela que ele anunciou como a sua última turnê. Mas, esse retorno não aconteceu. Michael Jackson morreu aos 50 anos de idade em 25 de junho de 2009.

Créditos: HowStuffWorks

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2 Re: Biografia - Michael Jackson em Ter 12 Mar - 23:22

Jin

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Michael Deixou Saudade , Mais Fazer oque ?
até mais .

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